Acordei cedo como muitas vezes fiz. Sabia o protocolo que iria seguir, embora não dominasse todos os detalhes — sempre é assim. Tenho ideia do que farei, por onde começar e onde quero chegar. Já o que acontece entre início e fim, proposta e execução, só o andamento dos fatos define como será.
O relógio despertou e a preguiça, quase sempre, pediu uma soneca a mais. Já a programação daquele dia não permitia desperdiçar tempo. Desta vez, a Mônica iria comigo como minha fiel acompanhante; ela também levantou e foi se organizar para sair. Pegamos tudo o que era necessário e nos deslocamos para o local de destino.
As indicações do local não eram claras sobre onde deveríamos ir. Chegamos um pouco antes da hora marcada, me preparei com os últimos detalhes e combinei com a Mônica o que faríamos.
Logo, uma pessoa se apresentou e explicou o que seria feito. Eu estava bem confiante, mas com uma pontinha de preocupação. Ela falou da previsão de tempo que o procedimento levaria e, em dado momento, eu e a Mônica tivemos que nos separar, confiando que as pessoas fariam o combinado da melhor forma.
A Mônica percebeu que o tempo já passava do previsto. Eu, de onde estava, não sabia da sua aflição, mas ao ser notificado dos detalhes, soube que tudo estava bem.
Foi através de uma mensagem no celular que o resultado chegou: minha atleta avisou ter completado sua corrida. Do outro lado da avenida, sinalizei para a Mônica que estava tudo certo, que Flávia havia terminado a prova antes do tempo previsto.
Juntos, eu e minha companheira fomos até o pórtico de encerramento da prova parabenizar a minha atleta, que nos esperava cansada e feliz por sua primeira corrida.
Este foi o dia em que uma preocupação de bastidores se tornou uma bela notícia de superação.